O que faz um poeta não viver a rota do amor?
Mas simplesmente fazer disto a sua poesia?
Como pode um filosófo não discorrer sobre o assunto?
Que poder é este que o sentimento carrega?
Leveza?
Peso?
Ou será a simples pétala de rosa esquecida
que ao cair transforma-se num fardo?
Vai amor! Mostra a tua cara
Dilacera os corações da escrita
Transforma a linguagem na tua essência
Traz a tona dois pesos, duas medidas
A eloquente sensação do infinito
Quebra a corrente da dialética filosófica
Ultrapassa a dinâmica dos textos poéticos
Vislumbra o teu espaço
Afinal, todos necessitam de ti
Rompe o dique
Cai sobre os corações levianos
Navega o mar da inconstância
Tira da lama os que têm medo de ti
Sai do estigma
És fortaleza
És pluma
És substancia
És Deus
És dor
És amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário