São tantos sons que me atormentam,
vozes...
veladas pela mesma música
que intencionalmente algo traz
e toca
grita
e dança no meu pensamento
as vezes leve
outras, aos pontapés
murros ao vento
dissipando o sentir
num rodopiar de invasão
levantando e caindo
de tom em tom
de mão em mão
sem chegar ao coração
e sem sair dele.
a canção esquizofrênica
cheia de alentos
mas provocadora
existencial
soberba de consciência
e melódicas batidas
dum estar indo...
sem sair do lugar
preso nas extremidades
do vazio que provocas
neste eterno movimento
de questões sem rosoluções
que seguem o seu passo
sem ritmo
impregnado de incompreensões
cantantes
a revolver minh´alma.
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