Insisto, ainda que biograficamente, iludir-me com as palavras
Elas insistem, ainda que poeticamente fazer-me companhia
Se há uma fidelidade entre nós
Os textos estão aí
Cheios de interpretações
Loucos por leitores ávidos
Instintivos
Maníacos por sentirem-se plenos
De poesia
E manifestações várias...
Se há uma interação entre nós
Nem eu mesmo sei
Nunca quis dizer nada.
Não há verdade. Há?
Em toda minha vida
A Literatura
Esta válvula
Que alego ser espiritual
Fez-se companheira
Jamais foi efêmera
E não obstante, me fez humano.
Demasiadamente humano
Cheio de compreensões
Ou ilusões acerca da vida.
Dessa vida, que não somente pulsa,
Mas que transcende o inefável
E se desenraiza rumo ao infinito.
Nunca fizemos um pacto
Fomos, na verdade, aliados
Na busca por um sentido
Que, de tempo em tempo, oscila em mim
Como as variações inerentes a ele – o Tempo.
São imbricações, essas que vos trago, caro leitor.
Que talvez nos aproxime
Num extasiar
Que a mim coube ressaltar,
E a ti, te faz comungar.
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