sábado, 6 de agosto de 2011

O poeta e o leitor

Insisto, ainda que biograficamente, iludir-me com as palavras

Elas insistem, ainda que poeticamente fazer-me companhia

Se há uma fidelidade entre nós

Os textos estão aí

Cheios de interpretações

Loucos por leitores ávidos

Instintivos

Maníacos por sentirem-se plenos

De poesia

E manifestações várias...

Se há uma interação entre nós

Nem eu mesmo sei

Nunca quis dizer nada.

Não há verdade. Há?

Em toda minha vida

A Literatura

Esta válvula

Que alego ser espiritual

Fez-se companheira

Jamais foi efêmera

E não obstante, me fez humano.

Demasiadamente humano

Cheio de compreensões

Ou ilusões acerca da vida.

Dessa vida, que não somente pulsa,

Mas que transcende o inefável

E se desenraiza rumo ao infinito.

Nunca fizemos um pacto

Fomos, na verdade, aliados

Na busca por um sentido

Que, de tempo em tempo, oscila em mim

Como as variações inerentes a ele – o Tempo.

São imbricações, essas que vos trago, caro leitor.

Que talvez nos aproxime

Num extasiar

Que a mim coube ressaltar,

E a ti, te faz comungar.

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