E nem o mais racional de todos os pensamentos
Ousa em mostrar-se “senhor do mundo”
Pra quê? Pra quem?
De que servem a dureza
As palavras ásperas
O tom confortável
Se no sabor da manhã
O café é amargo
Sozinho e introspectivo.
Se ao cair da tarde
O alaranjado é triste
E sem açúcar.
Se a noite, a lua...
O conhaque de Drummond
Deixa-me mais comovido que o Diabo.
Isso é ser forte?
Isso é iludir o amor?
Ou enganar-se na penumbra de um quarto
A sorver a dor?
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