segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Enclausurado

O coração dói

E nem o mais racional de todos os pensamentos

Ousa em mostrar-se “senhor do mundo”

Pra quê? Pra quem?

De que servem a dureza

As palavras ásperas

O tom confortável

Se no sabor da manhã

O café é amargo

Sozinho e introspectivo.

Se ao cair da tarde

O alaranjado é triste

E sem açúcar.

Se a noite, a lua...

O conhaque de Drummond

Deixa-me mais comovido que o Diabo.

Isso é ser forte?

Isso é iludir o amor?

Ou enganar-se na penumbra de um quarto

A sorver a dor?

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