Nem sei por que insisto em escrever
Assim como insisto em beber...
É como se o gole fosse o verso
Este que está preso
Na garganta, ou melhor, no delírio
E vos sai como um vômito
Atônito e sem direção
Num esvaziar de corpo e alma
Para logo mais encher-se de novas palavras
E inebriar-se de tantos outros goles
Até sufocar-se
Sem socorro
E sem perdão.
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